quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

São Nicolau de Mira

São Nicolau é muito amado pelos cristãos e alvo de inúmeras lendas. Filho de pais ricos com profunda vida de oração. Nasceu no ano 275 na Ásia Menor. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam.

São Nicolau é conhecido principalmente pelos necessitados, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com eles. É tido como acolhedor dos pobres e principalmente com as crianças carentes, o primeiro santo da igreja a se preocupar com a educação e a moral tanto das crianças como de suas mães.

Certa vez Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens.

Daí que nos países do Norte da Europa usando da fantasia viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro.

Sagrado bispo de Mira, Nicolau conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração, e carisma de milagres. Historiadores relatam que ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado a morte, mas felizmente se salvou em 313, pois foi publicado o edito de Milão que concedia a liberdade religiosa.

São Nicolau participou do Concilio de Nicéia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Entrou Nicolau no Céu em 342 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegassem ao povo.



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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

São Sabas

São Sabas nasceu em Mutalasca, perto de Cesaréia de Capadócia, no ano 439. Passou alguns anos no mosteiro da sua cidade, tendo seguido em 457 para o mosteiro de Jerusalém, fundado por Passarião, que não julgou, todavia condizente com suas aspirações.

Sabas era um cristão exemplar com virtudes de obediência e humildade e amava cantar hinos nas igrejas e decorar os altares. Seu desejo por castidade era tão grande que ele até mesmo se refreava em falar com mulheres a menos que fosse absolutamente necessário. Mais que tudo, Sabas amava a verdade. Sabas denunciou a prática de alguns cristãos que pretendiam comer carne oferecida aos deuses pagãos embora na verdade os animais não tinham sido sacrificados aos deuses e era um  “falso arranjo” com alguns oficias corruptos. Ele disse que esses cristãos deveriam renunciar a sua fé por esta falsidade. Por isto ele foi forçado em exílio, mas mais tarde foi permitido retornar.

Mas ao contrário de muitos monges, que abandonavam o próprio convento para correr às cidades grandes, antes que viver uma vida edificante, Sabas, desejoso de solidão, durante uma estada em Alexandria, pediu e obteve a licença de retirar-se para uma gruta, comprometendo-se a voltar todos os sábados e domingos para fazer vida comum no mosteiro.

Cinco anos mais tarde, em 478, voltando a Jerusalém, fixou o seu domicílio no vale do Cedron, em uma gruta inacessível, aonde só por meio de cordas se chegava. Aquela escadinha (de cordas), ao que parece, revelou seu esconderijo a outros monges, desejoso como ele de solidão, e em breve, como um enxame, as grutas inóspitas, na parede rochosa, povoaram-se de solitários, mas não ociosos habitantes.

Nascia assim a Grande Laura, isto é, um dos mais originais mosteiros da antigüidade cristã. Sabas, com grande paciência e ao mesmo tempo com indiscutivel autoridade, governou aquele crescente exército de eremitas organizando-o segundo as regras de vida cenobita, já fixada por são Pacômio, um século antes. Para que a autoridade do santo abade tivesse um ponto de referência na autoridade do bispo, o patriarca de Jerusalém ordenou-o sacerdote em 491. Sabas, não obstante a predileção pelo absoluto isolamento do mundo, não se subtraiu as suas tarefas sacerdotais. Fundou outros mosteiros, entre os quais um Emaús e tomou parte ativa na luta contra os monofisitas, chegando a ponto de mobilizar seus monges numa expedição para opor-se ao estabelecimento de um bispo herege, enviado a Jerusalém pelo imperador Anastácio.

Em uma perseguição contra os cristãos, Athanarius e suas tropas entraram onde Sabas dormia o prenderam. Eles o tiraram da cama sem permitir que se vestisse acabaram de despi-lo e o acoitaram e o arrastaram sobre um solo cheiro de pedras.

Ao nascer do sol ele  disse aos seus perseguidores “Você não me arrastaram através de solo duro e cheio de pedras? Veja se meus pés estão feridos ou se os socos que me deram deixaram qualquer impressão no meu corpo”. Seu corpo não tinha nenhuma marca de arranhões ou hematomas. O que deixou seus carrascos furiosos e eles o levaram para um "rack" improvisado em uma casa próxima e o esticaram.

Sebas recusou a oportunidade de escapar quando a dona da casa o desamarrou a noite. Ele passou o resto da noite ajudando a mulher a preparar os alimentos para a sua família. No dia seguinte foi pendurado pelos dedos em dois madeirames da casa  e ofereceram carne de animais que haviam sido sacrificados aos ídolos. Ele recusou . Um dos escravos de Atharidus bateu com a ponta de sua queixada de Javali, no peito de Sabas, com tal força que todos os presentes pensaram que ele havia morrido. Mas ele estava sem nenhum ferimento. Nesta hora  Athanridus declarou que Sabas fosse afogado.

Sabas falou aos seus carrascos: “Eu vejo o que vocês não podem ver: Eu vejo uma pessoa do outro lado do rio pronto para receber a minha alma, Ele somente espera o momento que ela deixar o meu corpo”. Em seguida ele foi amarrado a um poste e enfiado de cabeça para baixo no Rio Buzau (Mussovo) até que estivesse morto.Esta morte por madeira e água, disse um dos estudiosos, é exatamente o símbolo da salvação pois é o símbolo do batismo e da cruz.

Depois que ele  morreu, eles os retiraram d’água e deixaram sem enterrá-lo, mas cristãos das proximidades protegeram seu corpo dos animais e aves predadoras.

Morreu a 5 de dezembro de 532 e toda a região quis honrá-lo com esplêndidos funerais. Em Roma, no século VII, surgiram no Aventino, por meio de monges gregos, um mosteiro e uma basílica a ele dedicados, que deram nome a todo o bairro.



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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Santa Bárbara

Santa Bárbara foi, segundo as tradições católicas, uma jovem nascida na cidade de Nicomédia (na região da Bitínia), atual Izmit, Turquia nas margens do Mar de Mármara, isto nos fins do século III da Era cristã. Esta jovem era a filha única de um rico e nobre habitante desta cidade do Império Romano chamado Dióscoro.

Por ser filha única e com receio de deixar a filha no meio da sociedade corrupta daquele tempo, Dióscoro decidiu fechá-la numa torre. Santa Bárbara na sua solidão, tinha a mata virgem como quintal, e, segunda alegam as tradições, "questionava-se" se de fato, tudo aquilo era criação dos ídolos que aprendera a cultuar com seus tutores naquela torre.

Por ser muito bela e, acima de tudo rica, não lhe faltavam pretendentes para casamentos, mas Bárbara não aceitava nenhum.

Desconcertado diante da cidade, Dióscoro estava convencido que as "desfeitas" da filha justificavam-se pelo fato dela ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, ele permitiu que ela fosse conhecer a cidade; durante essa visita ela teve contato com cristãos, que lhe contaram sobre os alegados ideais de Jesus sobre o mistério da união da Santíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria lhe deu o Batismo.

O coração da Jovem Bárbara sentia-se dilacerado entre amores opostos: o dos pais de uma parte e o de Cristo, amor supremo, de outra. Verificou-se nela a palavra do Divino Mestre: "Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, e os inimigos do homem serão as pessoas da própria casa" (Mt10,34-36).

Em certa ocasião, segundo contam as tradições católicas, seu pai decidiu construir uma casa de banho com duas janelas para Bárbara. Todavia, dias mais tarde, ele viu-se obrigado a fazer uma longa viagem. Enquanto Dióscoro viajava, sua filha ordenou a construção de uma terceira janela na torre, visto que a casa de banho ficaria na torre. Além disso, ela esculpira uma cruz sobre a fonte.

O seu pai Dióscoro, quando voltou, reparou que a torre onde tinha trancado a filha tinha agora três janelas em vez das duas que ele mandara abrir. Ao perguntar à filha o porquê das três janelas, ela explicou-lhe que isso era o símbolo da sua nova Fé. Este fato deixou o pai furioso, pois ela se recusava a seguir a fé dos Deuses do Olimpo.

"Debaixo de um impulso", como alegam as tradições, "e obedecendo à sua fé, o pai denunciou-a ao Prefeito Martiniano. Este mandou-a torturar numa tentativa de a fazer mudar de idéias, fato que não aconteceu. Assim Marcius condenou-a à morte por degolação".

Bárbara suportou o processo com firmeza e altivez cristã, protestando sua fidelidade a Cristo, a quem tinha consagrado sua virgindade. Era o tempo do imperador Maximiano, nos primeiros anos do século IV. O juiz, vendo a obstinação da jovem cristã em professar a fé, mandou aplicar-lhe cruéis torturas, mas suas feridas sempre apareciam curadas. Pronunciou, então, sua sentença de morte.

Durante sua tortura em praça pública, uma jovem cristã de nome Juliana denunciou os nomes dos carrascos, e imediatamente foi presa e entregue à morte juntamente com Bárbara.

Ambas foram, segundo alegam os católicos, levadas pelas ruas de Nicomédia por entre os gritos de raiva da multidão. Bárbara, segundo alega-se, teve os "seios cortados, depois foi conduzida para fora da cidade onde o próprio pai, Dióscoro, furioso em seu cego paganismo, decepcionado em seus interesses, num excesso de barbárie, prontificou-se para executar a sentença: atirou-se contra a filha, que se colocou de joelhos em atitude de oração, e lhe decepou a cabeça. um imenso trovão ribombou pelos ares fazendo tremer os céus.

Logo após ter praticado seu assombroso crime, desencadeou-se uma formidável tempestade e um relâmpago brilhou pelos ares e atravessando o céu atingiu a cabeça de seu pai. Esse caiu em terra já sem vida.

Esta santa é invocada, sobretudo, como protetora contra a morte trágica e contra os perigos de explosões, de raios e tempestades. Na iconografia cristã Santa Bárbara é geralmente apresentada como uma virgem, alta, majestosa, com uma palma significando o martírio, um cálice como símbolo de sua proteção em favor dos moribundos e ao lado uma espada, instrumento de sua morte.



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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

São Francisco Xavier

Francisco Xavier nasceu no castelo da família em Xavier, no Reino de Navarra, a 7 de Abril de 1506, segundo o registro mantido pela sua família. Filho de famílias aristocráticas Navarras, era o filho mais novo de Juan de Jasso e de Maria de Azpilicueta y Xavier, única herdeira de duas famílias nobres de Navarra.

Houve grandes batalhas no Reino de Navarra. A família de Francisco está do lado da resistência ao invasor estrangeiro, mas a conquista consolida-se em 1515, quando Francisco tem oito anos. Durante muito deste período conturbado, Francisco não se encontrava em casa. O pai de Francisco morrera quando este tinha apenas nove anos e sua mãe, querendo que o filho estudasse, procurara enviá-lo para a universidade. No entanto, apesar das boas universidades castelhanas, como a de Salamanca e a de Alcalá, a mãe de Francisco não desejara naturalmente instruí-lo nas escolas do invasor, pelo que, aos catorze anos, o enviara para o Colégio de Santa Bárbara, em Paris, dirigido pelo português Diogo de Gouveia.

Estudou Letras, laureando-se na prestigiosa universidade parisiense. Teve a felicidade de viver no mesmo quarto da pensão, com Pedro Favre, que como ele se tornará jesuíta e será beatificado, e com outro estudante importante, Inácio de Loyola, tornando-se um dos primeiros jesuítas. Inácio descobrira aquela alma: Coração tão grande e alma tão nobre - disse-lhe - não se satisfazem com efêmeras honras terrenas. “A Sua ambição deve ser a glória que dura para sempre". No dia da Assunção de 1534, na cripta da Igreja de Montmartre, Francisco Xavier, Inácio de Loyola e outros cinco companheiros se consagraram a Deus fazendo voto de absoluta pobreza e decidiram ir à Terra Santa para de lá iniciarem a sua obra missionária, colocando-se para tudo sob a inteira disposição do Papa.

Francisco tomou o caminho de Roma onde colaborou com Inácio de Loyola na redação das Constituições da Companhia de Jesus. A convite do rei de Portugal, foi escolhido missionário e legado pontifício para as colônias portuguesas nas Índias orientais, ele foi o fundador das missões no Oriente, era chamado o Paulo do Oriente. Em dez anos percorreu a Índia, a Málaga, as Molucas e ilhas ainda no estado selvagem: "se não encontrar um barco, irei a nado", dizia Francisco, e acrescentava: "Se naquelas ilhas existissem minas de ouro, os cristãos lá se precipitariam. Mas não existem senão almas para serem salvas". E foi, depois de quatro anos para o Japão, onde, em meio a dificuldades imensas, estabeleceu o primeiro núcleo de cristãos, plantando em toda a parte a semente da Palavra de Deus.

Seu grande desejo era poder ser missionário e converter a grande nação chinesa. Mas nesse lugar estava proibida a entrada aos brancos da Europa. Ao fim conseguiu que o capitão de um navio o levasse a ilha deserta de São Cian, a 100 quilômetros de Hong - Kong, mas ali o deixaram abandonado, adoeceu e consumido pela febre, morreu a beira-mar, no dia 3 de dezembro de 1552 aos 46 anos de idade. Em sua vida missionária administrou o batismo a mais de trinta mil convertidos.

Anos mais tarde, seus companheiros da congregação quiseram levar seus restos a Goa, e encontraram seu corpo incorrupto, conservando-se assim até nossos dias. São Francisco Xavier foi declarado santo pelo Sumo Pontífice em 1622 junto com a Santa Teresa, Santo Ignácio, São Felipe e São Isidro.

O Papa Pio X nomeou a São Francisco Xavier como Patrono de todos os missionários porque foi sem dúvida um dos maiores missionários que existiram, sendo chamado com justa razão o "gigante da história das missões".



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