sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Santa Ângela de Foligno


Santa Ângela de Foligno nasceu em 1248, no povoado de Foligno, Úmbria, terra de Francisco de Assis (Itália). É considerada uma das primeiras místicas italianas. Era casada e mãe de vários filhos. Aos 37 anos, morreram-lhe os filhos, o marido e os pais. Provada pelos sofrimentos e reconsiderando sua vida, abandonou tudo e ingressou na Ordem Terceira de São Francisco.

Admiradora de São Francisco de Assis, ela procurava imitá-lo na pobreza e no serviço aos irmãos. Viveu uma profunda experiência mística, a ponto de ser incompreendida pelos próprios contemporâneos. Ela conta num livro a sua experiência com Deus. Sua autobiografia é tida como uma das mais preciosas obras místicas católicas produzidas na Idade Média, marcando a vida espiritual de muitos cristãos. Santa Ângela está colocada ao lado de grandes místicos como Santa Teresa, São João da Cruz e outros.

Ela experimentou várias experiências místicas relatadas pelo seu biografo, Padre Arnaldo de Foligno. Notável por sua caridade, visionária, mística é considerada a primeira escritora mística da história da Igreja.

Uma das passagens mais interessantes de sua vida foi quando ela estava refletindo sobre a Paixão de Cristo e entrou em êxtase, no qual Cristo lhe diz: “Não foi para brincar que te amei”. Segundo ela, Jesus estava referindo-se ao Seu sacrifício na Cruz para nos salvar.

Ela dizia: “Procure amar a Deus com todo o coração, pois Deus mora no coração. Ele é o único que dá e que pode dar a paz”.

Morreu na mesma cidade em que nasceu em 4 de janeiro de 1309 e foi enterrada na Igreja de São Francisco de Assis em Foligno, Itália. Na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada com Jesus convidando-a para a Sagrada Comunhão. Sua festa é celebrada no dia 4 de janeiro.



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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Santa Genoveva

Santa Genoveva ou Genevieve nasceu em Nanterre no ano 422. Tinha 6 anos de idade quando foi consagrada a Deus por São Germano de Auxerre, por ocasião de uma viagem que o Santo fazia a Paris.

Quando seus pais faleceram, ela com apenas 15 anos se tornou uma freira em um convento em Paris. Suas visões e profecias a colocaram em perigo por varias vezes, mas São Germano sempre a defendia. Depois de certo tempo suas profecias se confirmaram e ela passou a ser respeitada e reverenciada por todos.

Até os 30 anos, Genoveva vestiu hábito religioso e se dedicava as obras de caridade e à penitência. Sua vida foi dedicada a Deus e aos seus filhos. Em Paris, por duas vezes salvou os franceses da total destruição; a primeira durante uma invasão dos hunos, comandada por Átila; e a segunda quando a fome, causada pela guerra, já começava a tornar-se fatal para a população.

Por ocasião desta invasão, Santa Genoveva intercedeu junto ao povo, que já se preparava para abandonar Paris, pedindo-lhes que ficassem e que orassem com fé e determinação, jejuando ao lado do parisiense. Átila desistiu de atacar Paris e, assim, Santa Genoveva salvou a cidade da destruição. 

Vários milagres são creditados a rua intercessão, sendo um deles a de ter ainda, em vida, restaurado a visão de uma cega apenas com sua benção. A intercessão de Santa Genoveva é também creditada como tendo salvado Paris da praga de 1129. Teria sido a procissão realizada em sua honra em 1129 que teria extinguido inexplicavelmente a terrível epidemia de 1129 em Paris.

Santa Genoveva morreu em 3 de janeiro por volta do ano 502, com mais de oitenta anos. Foi enterrada por ordem de Clóvis em uma básilica construída para receber as sepulturas reais que, posteriormente, veio a ser chamada de Basílica Santa Genoveva. Atualmente seu relicário está depositado na Igreja de Saint Étienne du Mont.

Santa Genoveva é também invocada nas grandes calamidades e especialmente para obter chuva em tempos de seca.



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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Santo Basílio Magno

São Basílio, o grande, nasceu em 329 na Caesarea, na Moderna Turquia. Seu pai, sua mãe e 4 de seus irmãos foram canonizados incluindo o grande São Gregório de Nyssa. Bisneto de Santa Macrina, a velha. Ele nasceu nobre e ainda jovem já era notável como organizador de resgate das famílias durante as várias pragas e fome da época. Estudou em Constantinopla e era amigo de São Gregório de Nazianus. Dirigiu uma escola de oratória e leis na Caesarea.

Era um notável orador e tinha tanto sucesso que ficou tentado pelo orgulho. Com medo de seu orgulho sobrepujar sua piedade, ele vendeu tudo que tinha e foi ser um monge.

Fundou monastérios e escreveu regras para serem seguidas pelos monges no deserto. Ele é considerado o fundador do monasticismo oriental tal qual São Benedito de Nursia é o fundador do monasticismo ocidental.

Entretanto São Basílio não permitia extrema austeridade e muito jejum porque julgava que era necessário força para trabalhar, o que julgava de extrema importância. Também expressava sua preferencia por uma vida na comunidade em vez de uma vida de eremita, argumentando que a vida do cristão era de amor mutuo e servir o próximo e a sua comunidade. Assim as suas regras eram flexíveis e permitiam a fundação de hospitais, escolas e hotéis para monges em viagem e casas para os monges que trabalhavam. Por outro lado, os perigos do ativismo eram contrabalançados por uma forte ênfase na contemplação.

Suas regras são seguidas até hoje na Igreja Oriental. Ele escreveu vários tratados sobre a natureza da Santíssima Trindade e de Jesus. Escreveu também as “Regras longas" (Regulae fuius tractatae) e a "Regras Breves" (regulae brevius tractatae), uma espécie de breviário.

Foi nomeado Arcebispo da Caesarea e dizia missa e pregava para multidões duas vezes ao dia. Foi indicado Doutor da Igreja e Pai da Igreja Grega. Faleceu em 14 de junho de 379 de causas naturais. É o padroeiro da Rússia, e dos administradores de hospitais. Na arte litúrgica da Igreja é representado com uma pomba ou com um fogo sobrenatural ao seu lado.

Sua festa é celebrada no Ocidente no dia 2 de janeiro.



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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Virgem Maria Santíssima

Hoje, oito dias depois da Natividade, primeiro dia do ano novo, o calendário dos santos se abre com a festa de Maria Santíssima, no mistério de sua maternidade divina. Escolha acertada, porque de fato Ela é "a Virgem mãe, Filha de seu Filho, humilde e mais sublime que toda criatura, objeto fixado por um eterno desígnio de amor" (Dante). Ela tem o direito de chamá-lo "Filho", e Ele, Deus onipotente, chama-a, com toda verdade, Mãe!

Foi a primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental. Substituiu o costume pagão das dádivas (strenae) e começou a ser celebrada em Roma, no século IV. Desde 1931 era no dia 11 de outubro, mas com a última revisão do calendário religioso passou à data atual, a mesma onde antes se comemorava a circuncisão de Jesus, oito dias após ter nascido.

Num certo sentido, todo o ano litúrgico segue as pegadas desta maternidade,começando pela solenidade da Anunciação, a 25 de Março, nove meses antes da Natividade. Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Como todas as mães, trouxe no próprio seio aquele que só ela sabia que se tratava do Filho unigênito de Deus, que nasceu na noite de Belém.

Ela assumiu para si a missão confiada por Deus. Sabendo, por conhecer as profecias, que teria também seu próprio calvário, enquanto mãe daquele que seria sacrificado em nome da salvação da Humanidade. Deus se fez carne por meio de Maria. Ela é o ponto de união entre o céu e a Terra. Contribuiu para a obtenção da plenitude dos tempos. Sem Maria, o Evangelho seria apenas ideologia, somente "racionalismo espiritualista", como registram alguns autores.

O próprio Jesus através do apóstolo São Lucas (6,43) nos esclarece: "Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto". Portanto, pelo fruto se conhece a árvore. Santa Isabel, quando recebeu a visita de Maria já coberta pelo Espírito Santo, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre." (Lc1,42). O Fruto do ventre de Maria é o Filho de Deus Altíssimo, Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor. Quem aceita Jesus, fruto de Maria, aceita a árvore que é Maria. Maria é de Jesus e Jesus é de Maria. Ou se aceita Jesus e Maria ou se rejeita a ambos.

Por tomar esta verdade como dogma é que a Igreja reverencia, no primeiro dia do ano, a Mãe de Jesus. Que a contemplação deste mistério exerça em nós a confiança inabalável na Misericórdia de Deus, para nos levar ao caminho reto, com a certeza de seu auxílio, para abandonarmos os apegos e vaidades do mundo, e assimilarmos a vida de Jesus Cristo, que nos conduz à Vida Eterna. Assim, com esses objetivos entreguemos o novo ano à proteção de Maria Santíssima que, quando se tornou Mãe de Deus, fez-se também nossa Mãe, incumbiu-se de formar em nós a imagem de seu Divino Filho, desde que não oponhamos de nossa parte obstáculos à sua ação maternal.

A comemoração de Maria, neste dia, soma-se ao Dia Universal da Paz. Ninguém mais poderia encarnar os ideais de paz, amor e solidariedade do que ela, que foi o terreno onde Deus fecundou seu amor pelos filhos e de cujo ventre nasceu aquele que personificou a união ente os homens e o amor ao próximo, o Cristo. Celebrar Maria é celebrar O nosso Salvador. Dia da Paz, dia da Mãe Santíssima. Nos tempos sofridos e sangrentos em que vivemos um dia de reflexão e esperança.



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